Resenha de Old Dragon

by mal2000 on 30 de setembro de 2011

       Old Dragon (OD) se propõe a ser , um retorno às origens do RPG, mas no fim, não passa de puro saudosismo.

 

 

RESENHA: OLD DRAGON

Autor(es): Antônio Sá Neto & Fabiano Neme

Editora: Redbox Editora

O LIVRO:

          OD tem 170 páginas, incluindo as capas cartonadas coloridas, com miolo em preto e branco, em formato brochura com 21×14 cm, bem menor que o padrão para livros de RPG.

         O livro tem uma introdução, nove capítulos e seis apêndices, com índice remissivo, de magia e de monstros.

         A diagramação, em duas colunas, não tem nada de criativo ou inovador, mas é limpa e não dificulta a leitura do texto, razoavelmente claro e direto.

         A arte, esparsa, vai do pouco inspirado ao ruim, mas pelo menos é condizente com o tema do jogo e o texto onde é apresentada.

A AMBIENTAÇÃO:

          OD não apresenta um cenário específico, podendo ser classificado como um RPG “genérico” para jogos de fantasia medieval tradicional, com a roupagem Tolkieniana clássica: raças fantásticas, magia e um ambiente geográfico, tecnológico e social baseado na Europa Ocidental medieval.

         O mundo é compartilhado por várias raças inteligentes, sendo quatro as “jogáveis”: humanos, elfos, anões e halflings. Magias e criaturas são apresentadas em dois extensos capítulos, que tomam boa parte do livro.

 O SISTEMA:

 Personagens:

          Personagens em OD são criados combinando uma das quatro raças com uma das quatro classes: Clérigo, Homem de Armas, Mago e Ladrão. Raças e classes conferem aos personagens certas habilidades especiais, além de bônus para as características gerais.

         As classes evoluem por meio de um sistema de níveis, que aumentam pelo acúmulo de pontos de experiência (XP), de acordo com a tabela de cada classe. A cada aumento de nível, o personagem recebe modificadores em certas características, de acordo com sua classe, e algumas habilidades especiais.

         Na medida em que aumenta de nível, o personagem pode escolher uma especialização para sua classe, como por exemplo, druida, para clérigo, e ranger para ladrão(?).

         Personagens em OD possuem as seguintes características principais: Seis Atributos, Força (FOR), Destreza (DES, Constituição (CON), Inteligência (INT), Sabedoria (SAB) e Carisma (CAR); Bônus de Ataque (BA); Classe de Armadura (CA); Jogada de Proteção (JP); Movimento; e Pontos de Vida (PV).

         Atributos variam em valores de 3 a 18, e são calculados através de uma jogada de três dados de seis faces (D6), somando-se os resultados de cada um, ou, opcionalmente, de quatro dados, desprezando-se o resultado mais baixo, e jogando de novo qualquer resultado de “1”, modificados por bônus ou redutores de raça. Classes exigem um valor mínimo em certos atributos.

         As demais características, chamadas de subatributos, são derivadas de outros atributos, das raças e classes. Assim, por exemplo, BA é calculado somando-se a base de ataque da classe, o bônus da raça, e um bônus de FOR ou de DES, dependendo se for combate corpo-a-corpo ou ataque à distância, enquanto os PV dependem do Dado de Vida de cada classe mais um modificador pela Constituição do personagem.

         Magos podem conhecer um certo número de magias arcanas de acordo com seu nível de classe, o que também determina quantas são capazes de usar por dia. Clérigos conhecem todas as magias classificadas como divinas, uma vez que são concedidas diretamente por seus deuses, mas também só são capazes de lançar um certo número por dia, de acordo com seu nível

         Equipamentos são escolhidos em listas de armas e utensílios, mediante a renda do personagem em moedas de ouro.

         Três alinhamentos (ordeiro, caótico ou neutro) completam o personagem, ajudando a definir seu comportamento em jogo.

 Resolução de Ações:

          Situações em jogo são resolvidas através de jogadas, normalmente feitas com dados de 20 faces (D20). Jogadas de Atributos, por exemplo, são feitas jogando-se o D20, e verificando se o resultado é menor ou igual ao da característica. Já a JP é feita jogando-se o D20 e somando o valor da característica, o resultado devendo superar um determinado número alvo.          Algumas outras situações exigem jogadas percentuais (jogando dois dados de 10 faces, um representando a unidade e outro a dezena, buscando um resultado menor ou igual à porcentagem que representa a probabilidade de sucesso da tarefa), ou com outros tipos de dados, como D6.

 Combate:

          Combates são resolvidos em turnos de seis segundos (tempo de jogo), e fazendo uma jogada com D20, cujo resultado, somado ao BA do personagem agressor, deve superar a CA do defensor. Em caso de sucesso, o agressor joga o dano da arma utilizada, representado por um ou mais dados, em geral somados a algum bônus de característica, sendo o resultado subtraído dos PV do defensor.

 Magia:

          Magia são divididas em arcanas e divinas, e em círculos, das mais fracas às mais poderosas.

         Clérigos podem escolhem um certo número de magias divinas para lançar durante o dia, de acordo com  seu nível, e as “memorizam” por meio de meditação e preces à sua divindade, e depois de lançá-las as “esquecem”, precisando repetir todo o processo no dia seguinte.

         Magos “preparam” um número de magias arcanas que desejam lançar durante o dia, de acordo com seu nível, repetindo o processo a cada novo dia.

 CONCLUSÕES:

          Old Dragon, como muitos já devem ter percebido, é praticamente idêntico à primeira edição de D&D, com algumas pinceladas da segunda e da terceira, o que é proposital, uma vez que se trata, declaradamente, de um “retroclone”, parte do chamado movimento “Old School” que surgiu recentemente no meio do RPG.

         Existe uma série de definições para o RPG “Old School”, mas segundo os autores de OD, seria um jogo que se apóia mais em regras “improvisadas” ao invés de regras definitivas e oficiais, em que o mestre deve se basear mais no bom senso e no respeito às decisões dos jogadores do que em normas fixas e inflexíveis.

         Agora, foge ao escopo desta resenha avaliar os méritos do movimento “Old School”(esse abacaxi eu vou deixar para a minha prezadíssima Lady Nottingham descascar), mas no caso específico de OD, acredito que não deu muito certo.

         Não me entendam mal: OD não é um jogo ruim, porque D&D não é um jogo ruim, afinal, é o RPG mais popular da história, e em suas várias encarnações tem divertido milhares de jogadores desde sua criação, na longínqua década de 1970.

         Mas é justamente aí reside um dos problemas que constatei em OD: ele emula um jogo criado no século passado (é legal dizer isso, não é?)! Não é à toa que nesses quase quarenta anos D&D passou por revisões, modificações e nada menos do que quatro edições (e não, não foi SÓ para arrancar mais dinheiro dos fãs, seus cínicos empedernidos).

         Cada edição de D&D representou uma evolução e adaptação do jogo a novas realidades e, principalmente, novos jogadores (sim, a 4ª edição também, saudosistas incuráveis, por mais que me doa admitir).

         Mas o fato de OD ser totalmente baseado nessas regras antiquadas chega a ser um problema? Sim, porque, assim como ele tem muitas das qualidades do antigo D&D, também tem muitas de suas idiossincrasias e defeitos. Eu, pessoalmente, sempre achei o sistema de classes e níveis  uma coisa totalmente ultrapassada.

         Felizmente, OD não manteve a regra de THAC0 (ou TACO, em português), na minha opinião a regra de combate menos intuitiva de todos os RPGs, mas conservou a regra artificial de memorização/preparação de  feitiços para clérigos e magos.

         De outro flanco, a noção de que um jogo tem se apoiar mais em regras “improvisadas” também é um sério problema. Regras bem definidas servem para proteger os jogadores, para dar a eles a confiança de que situações semelhantes sempre serão resolvidas de maneira semelhante. Regras vagas e improvisadas acabam tirando essa certeza dos jogadores, e jogando mais poder (e responsabilidade) nas mãos do mestre, o que é ruim para todos. Essa situação torna-se ainda pior, se considerarmos que OD, assim como sua “inspiração”, D&D, é um jogo estratégico, voltado para combate e obtenção de recompensas, o que exige regras muito bem definidas.

         Essa “política de informalidade” do OD resulta em regras confusas, que não atendem às necessidades nem dos jogadores, nem dos mestres. Vejamos, por exemplo, as regras concernentes a Reconhecer e Desarmar Armadilhas (RDA), descrita nas página 30 e 50.

         Na página 30, RDA é descrito como um Talento de Ladrão, da seguinte maneira:

 Reconhecer e Desarmar Armadilhas: só pode ser tentada uma vez por armadilha. Só poderá ser desarmada a armadilha que for reconhecida e se o ladrão estiver portando suas ferramentas. É importante salientar que o simples sucesso nessa jogada não revela a localização de uma armadilha, tampouco significa que a armadilha foi desarmada. O que esse talento faz é esclarecer ao ladrão que aquela parte específica do local que ele está examinando contém uma armadilha e se ele obteve sucesso ou não, na operação de desarme dessa armadilha. A procura pela armadilha e a sua análise para descobrir como desarmá-la não são abrangidos por esse talento.” (grifos nossos)

          Salta aos olhos a contradição na regra, que primeiro diz que o sucesso no teste não revela a localização da armadilha e nem significa que ela foi desarmada, para depois dizer que indica que no local tem uma armadilha, e se ela foi ou não desarmada.

         O que eu creio que o texto quer dizer é que, antes do personagem reconhecer e desarmar a armadilha, o jogador precisa declarar ao mestre não só que está procurando uma armadilha, como também onde está procurando, e que se naquele lugar não tiver uma armadilha, o talento não funciona. E digo creio porque isso não fica claro pela leitura da regra, mas estou supondo em conformidade com a filosofia declarada pelos autores, na introdução do livro, de que os jogadores devem ir “além” da ficha dos personagens.

         Outra falha da regra é o cálculo do valor do talento, expresso em porcentagem, com um percentual base inicial, mais um modificador pela DES do personagem, e que não aumenta com o nível de experiência. Isso significa que um ladrão com DES 15, por exemplo, novato de 1º nível, que acabou de ganhar suas gazuas, tem exatamente a mesma chance de reconhecer e desarmar uma armadilha que um outro ladrão com a mesma DES, mas de nível 10, muito mais vivido e experiente. Personagens que não sejam ladrões, por outro lado, só podem reconhecer e desarmar armadilhas, jogando um D6 e obtendo um resultado de 1, não importando sua DES ou nível de experiência. Agora, é ou não uma regra “quebrada”? E o padrão se repete em várias outras regras. (O trecho destacado contém erros do resenhista, e deve ser desconsiderado. Pedimos desculpas aos leitores pelo equívoco)

         Agora, pode-se argumentar que isso é proposital, que o objetivo dos autores era justamente emular esse estilo “antigo” de jogar, pois afinal OD é um “retroclone”. Mas o fato de se buscar uma volta aos “bons velhos tempos” (que não eram tão bons assim, confiem em mim) não significa que precisamos manter sistemas obsoletos, que já foram substituídos por outros muito mais funcionais, testados exaustivamente ao longo dos anos. Para mim, um “retroclone” mantém o estilo e a atmosfera dos jogos antigos, mas inovando e atualizando as regras e sistemas para o gosto moderno.

         E OD, infelizmente, não inova em absolutamente nada. Nem a regra de especializações de classe é tão original assim, pois lembra muito os kits da 2ª edição de D&D, e as classes de prestígio da 3ª (e Ranger especialização de Ladrão? Qual é!)

         Um dos principais objetivos de uma boa resenha de um RPG é indicar aos leitores a quem aquele jogo específico vai interessar mais, sendo inclusive um dos parâmetros do Metagamers.

         Dito isso, tive uma séria dificuldade em avaliar para quem OD é mais recomendado, diante de todas as questões já analisadas. Isso porque, caso você não goste de D&D, com certeza não vai encontrar nada que lhe interesse em OD. Por outro lado, se você for fã de D&D, tampouco tem qualquer inovação ou aspecto mais original que vá atraí-lo, principalmente porque é muito provável que já terá os livros básicos deste último, em qualquer uma das edições, que sinceramente tornam OD totalmente dispensável.

         Pelo tamanho, preço, e relativa simplicidade das regras, num primeiro momento achei que OD seria um bom jogo para iniciantes, mas depois de ler atentamente o livro, me desfiz dessa idéia. Isso porque OD não se esforça nem um pouco em orientar mestres e jogadores iniciantes, não apresentando sugestões ou conselhos sobre como aplicar as regras, sequer trazendo aquela seção de “O que é RPG?”, que quase todo jogo tem (e quase ninguém lê)

         Na verdade, é evidente que os autores partiram da premissa de que todos os leitores de OD são mestres e jogadores experientes, que já sabem exatamente o que é um RPG, e não precisam de conselhos, nem mesmo para criar as regras específicas que complementarão as básicas, que é tudo que seu jogo oferece, como declaram expressamente na introdução.

         Assim, só posso concluir que OD serve somente para fãs de D&D, que não gostam da 4ª edição, mas por algum motivo não têm os livros das edições anteriores. Mesmo assim, quando as possibilidades de OD se esgotarem, e acreditem em mim, elas vão se esgotar muito rápido, aqueles jogadores vão acabar tendo que procurar esses livros (ou esperar pela Redbox lançar o “Advanced Old Dragon”. Brincadeirinha)

         Embora seja sempre positiva a publicação de RPG’s nacionais, teria sido muito melhor se Old Dragon  fosse um jogo realmente original, e não uma obra voltada exclusivamente aos saudosistas.

 

mal2000

Marcelo Alexandre Leite Membro da heróica geração xerox, jogador e mestre de rpg há mais de 20 anos. Membro fundador dos Metagamers, recentemente vem cogitando seriamente processar a Fox por uso indevido de imagem, no personagem Peter Griffin de Uma Família da Pesada. @MarceloALeite1

82 Responses to “Resenha de Old Dragon”

  • M. Wevanne disse:

    Eu gostei de Old Dragon, mas concordo com boa parte (senão todas) as colocações expressas na matéria.
    Tudo bem que o jogo buscou trazer de volta elementos de AD&D, por exemplo, mas isso não impediría de tornar alguns elementos mais enxutos (como foi o caso de deixarem o THAC0 no limbo, graças aos deuses).
    Um exemplo são os modificadores provindos dos atributos, poderiam ser mais aproveitados para gerar valores diversos como idiomas adicionais, por exemplo. Mas são usadas "escalas" diferentes para vários outros elementos da criação do personagem, desnecessariamente ao meu ver.
    Old Dragon devería preocupar-se mais em se vender como um RPG simples e fluído com o espírito aventuresco de outrora do que hastear a bandeira do tal "old school". Palavras dispensáveis no livro que perdeu espaço para textos mais importantes (como "O que raios é esse tal Répêgê?").
    Mas Old Dragon é a opção d20 mais barata no mercado e não é ruim. Lí recentemente os romances de Dragon Lance e fiquei na fissura de jogar OD, hehe.
    A única parte do texto que discordei foi a afirmação de que Old Dragon sería dispensável, isso não.
    PS: Ranger ladino não deu para engolir não. Ranger é guerreiro, pows! Acho que se resolveria, por exemplo, permitindo a um homem de armas utilizar algumas características de ladino.

    • Deadlander disse:

      Concordo com você, também não acho dispensável, principalmente porque não se encontra mais antigas edições de AD&D no mercado, e precisamos de cada vez mais livros e editoras. E cada um escolha o que mais lhe agradar. 

      • mal2000 disse:

        Quando eu disse dispensável, quis dizer para quem já tem qualquer uma das três primeiras edições de D&D, uma vez que não vão precisar dela para jogar. Agora, como eu também disse, para quem é fã de D&D e não tem qualquer um dos livros básicos, então OD é realmente útil.

        • Maíra disse:

          Mesmo para essas pessoas, isso é questionável. O que eu sei é que, aqui em casa, ainda temos os livros básicos de AD&D (repetidos inlusive) e ainda assim o lançamento de OD foi que o animou o Gan a tirar as velhas caixas do fundo do armário e mestrar. O resultado é que estamos prestes a pilhar Dragon Mountain usando OD e estamos nos divertindo pacas.

    • jcwally disse:

      Não vejo problema nenhum em  Rangers serem uma especialização da classe ladino. Se um "Homem de Armas" pode ter algumas características furtivas, o ladino pode perfeitamente ser tornar um combatente mais eficiente, desde que baseado em um histórico condizente. 

      • Mike Wevanne disse:

        Até onde eu sei, o conceito de "Ranger" que estamos nos referindo é o de um guerreiro protetor das florestas, etc, ou estamos falando de coisas diferentes? Mas enfim, se você não vê problemas, então esta tudo bem, ué. Eu também não vejo problemas, só não concordei com a abordagem feita no jogo (estou tão desacostumado com a palavra Ranger que leio no português mesmo, o verbo, "rângêr", hehehe. Também não afirmei que não é possível ou plausível, só fica meio descaracterizado num jogo que quer ser revival do bom e velho AD&D (onde, pasmém, os rangers eram homens de armas).
         

        • jcwally disse:

          Bom, até onde eu sei também, a proposta do  Old Dragon eh baseada nas edições mais antigas no D&D. E Isso inclui não só o AD&D mas também o D&D, como o lançado aqui no Brasil pela Grow onde, pasme, não existia o grupo Homens de Armas, quanto mais a classe Ranger. Segundo ainda a descrição de ranger do AD&D "O Ranger é um homem da floresta, que vive não só pela espada, mas também pela esperteza."  não necessáriamente um defensor das florestas, que seria mais a característica do Druida, a meu ver.  De mais a mais um revival não quer dizer que tem que ser exatamente igual.

    • Tek disse:

      Conversando com o CF há uns anos eu cheguei à conclusão que o Ranger está para a floresta como o Ladino está para a cidade. Em termos de mecânicas de d20, era basicamente trocar Sobrevivência por Obter Informação.

  • Deadlander disse:

    Entããããooo, a resenha foi ácida, não?

     

    Mas eu concordo que o público-alvo do Old Dragon é aquele insatisfeito do D&D 4e e que queria uma volta as origens. 

    Também não sei se as possibilidades do Old Dragon vão se esgotar logo. Os autores já demostraram ser antenados com que o público quer, e creio que o material que eles prometem para breve deve dar mais combustível a publicação. O Forte das Terras Marginais é um exemplo disso. Fora que são bons no marketing… :)

    Enfim, a sua opinião foi lançada, e vamos esperar os comentários… se houverem!

     

    • M. Wevanne disse:

      "Mas eu concordo que o público-alvo do Old Dragon é aquele insatisfeito do D&D 4e e que queria uma volta as origens". 
      Eu por exemplo jogo D&D 4a e gostei da ideia do OD.
      "Também não sei se as possibilidades do Old Dragon vão se esgotar logo".
      Também acho difícil isso acontecer, o trampo da editora esta sendo bem desenvolvido: divulgação, material de apoio grátis, linha de produtos bem diversificada (já tem escudo, miniaturas e grids). Fora meu principal argumento sempre que alguém afirma que um jogo termina por falta de material de apoio: "Isso é RPG, com um livro bem recheado de aventuras, pode-se jogar a vida toda sem explorar a metade do todo!".
      Para isso, é bom esperarmos algum livro de cenário e ver sua capacidade de gerar aventuras para os jogadores!

      • Rafael Motta disse:

        "Público-alvo" = maioria. Não significa que todo mundo que goste tenha que se encaixar no público-alvo.
         

      • mal2000 disse:

        A questão do esgotamento das possibilidades não se refere a material de apoio, como aventuras e miniaturas, mas às deficiências nas regras. OD oferece apenas quatro raças e quatro classe, com pouquíssimas habilidades especiais para cada classe, o que faz com que, por exemplo, um homem de armas seja quase igual a outro. Mesmo as especializações oferecem muito poucas opções. Não existe sequer a possibilidade de multiclasse, o que daria um pouco de variedade aos personagens. O que você vai fazer, então, quando seu clérigo chagar ao 20º nível? Aposentá-lo e fazer outro clérigo igual? Ou tentar outra classe?  E se você não se interessou por outra classe? É nesse sentido que eu entendo que OD é ilimitado, assim como a 1ª edição de D&D era limitada.

  • Bom, minha impressão geral se resume numa frase: dispensável não é. Se fosse, não venderia. Tem gente comprando, tem gente jogando.
    Resenha da resenha: os argumentos estão bem fundamentados, mas, se tem uma coisa que aqueles dois posts do Spymaster mostraram muito bem, é que a acidez desnecessária também cria uma cortina de fumaça.
    Meio mundo vai se concentrar na cortina de fumaça. E os argumentos, por mais bem fundamentados que pareçam estar, vão se perder no limbo.
    Reforço as sugestões que fiz em "O guia do Metagamer para as metarresenhas".

    • Deadlander disse:

      AI! Não fala o nome (ou melhor, nick) do cara. Vai que ele aparece e eu só preciso de uma polêmica de cada vez… :S

    • mal2000 disse:

      Me permita discordar. O fato de que um livro está vendendo não significa que ele não seja dispensável. Eu mesmo tenho a edição americana de Mutants & Masterminds, o que torna, para mim, totalmente dispensável a edição brasileira de Mutantes & Malfeitores, no sentido de que não preciso dela para jogar, mas a comprei assim mesmo, para ter na minha coleção, e até como um incentivo para a editora. Se, mesmo tendo os livros de D&D, alguém decide comprar OD e usá-lo para jogar, é uma opção da pessoa, mas isso não o torna menos desnecessário, objetivamente falando.

       

      • Mike Wevanne disse:

        "Me permita discordar. O fato de que um livro está vendendo não significa que ele não seja dispensável. Eu mesmo tenho a edição americana de Mutants & Masterminds, o que torna, para mim, totalmente dispensável a edição brasileira de Mutantes & Malfeitores".
        Perceba que há um desvio do objeto aí. No exemplo, o que é dispensável é a aquisição do livro por você. Na matéria a afirmação acusa que a própria publicação do livro é desnecessária.
        São coisas diferentes, MUITO diferentes.

        • Se comprar Old Dragon é desnecessário caso já se tenha as antigas edições do D&D, logo é desnecessária a publicação do mesmo na pretensão de atingir esse público-alvo. Ou seja, só se compra OD para se colecionar (pra mim, colecionismo não é algo necessário); ou para aqueles que não tem as velhas edições do D&D jogarem um material em português parecido com o antigo D&D. Caso se domine o inglês, na Internet já existem retroclones que dão conta do recado, como o Swords & Wizardry e o OSRIC que são de graça.
          Eu, pessoalmente, possuo o AD&D 2ªed (Abril Jovem). Se for pra jogar no antigo clima, eu já tenho o material, sem falar dos retroclones grátis na Web. Pra mim, o OD é dispensável, apesar de reconhecer sua importância e potencialidade para melhorar suas falhas e eventuais contradições, tornando-se um jogo em português com um diferencial relevante.
          É verdade que parte do movimento Old School é apenas saudosismo, pois as coisas não eram tão boas assim… Eu lembro bem. Talvez as pessoas lembrem-se com carinho mais dos momentos com os amigos do que daquelas regras estranhas e limitações do D&D e AD&D.

        • mal2000 disse:

          você esqueceu o resto da frase, "no sentido de que não preciso dela para jogar, mas a comprei assim mesmo, para ter na minha coleção, e até como um incentivo para a editora. Se, mesmo tendo os livros de D&D, alguém decide comprar OD e usá-lo para jogar, é uma opção da pessoa, mas isso não o torna menos desnecessário, objetivamente falando". Perceba que não há nenhum desvio do objeto, uma vez que a referência a  M&M foi apenas um exemplo.

          • Cara, hámuito desvio sim! O que você está afirmando é que por existir no mundo um livro com informação similar, publicar outro torna-se desnecessário! Pode ser que você não tenha tido a intenção de dizer isso, mas efetivamente foi o que você escreveu.
            Além disso, quantos outros livros que:
            - ainda estão em produção e portanto ainda acessíveis para o público mais novo sem que precisem recorrer a livros usados (ou seja, materias que estão fora de publicação não contam);
            - são escrito em lingua portuguesa e amplamente disponiveis no mercado brasileiro;
            - que simulem as regras do D&D pré- 4ªed (e eu diria mesmo pré- 3ªed);
            Se houver realmente outro material anterior que cumpra essas características, então realmente a publicação do OD é desnecessária. Digo isso porque a "função" do OD é justamente suprir um nicho de mercado para aqueles que não gostam das regras do D&D 3ªed e 4ªed. Afinal, não é apenas porque a edição é mais nova que todos são obrigados a gostar mais delas. Incongruencias e indiossincrasias todos os sistemas tem, antigos ou novos, e "obsoleto" ou "funcional" é apenas questão de opinião. Não é questão de "mais moderno" ou "menos moderno", apenas de gostar mais deste ou daquele. Afirmar qualquer coisa diferente disso seria o mesmo que afirmar que a cor azul é melhor do que a cor vermelha porque tem uma frequência mais alta!

    • João Mariano disse:

      ladynottingham disse: (…)mas, se tem uma coisa que aqueles dois posts do Spymaster mostraram muito bem, é que a acidez desnecessária também cria uma cortina de fumaça.
      Meio mundo vai se concentrar na cortina de fumaça. E os argumentos, por mais bem fundamentados que pareçam estar, vão se perder no limbo."
      Exato. Realmente apanham-se mais abelhas com mel do que com vinagre. E acho que tudo bem mais transparente, sem fumaças e artifícios, é sempre mais construtivo.

  • OD tem muitas coisas que não gosto ou simplesmente não concordo (vide sistema evolutivo de classe e a bandeira “old school”), mas chamar de dispensável?
    Arrisco dizer exatamente o contrario: Old Dragon, Mighty Blade e o novo 3D&T Alpha suprem o mesmo publico que o antigo 3D&T (aquele um pouquinho mais genérico) supria sozinho, sendo usado para fantasia medieval, futurística ou anime, além de jogadores de D&D que não gostaram da 4E!
    Apesar da bandeira Old School de OD, ele atinge o publico novato que quer jogar fantasia medieval, pois é uma solução barata e simples.
    Acho que o post foi acido de mais e a Redbox tem feito um ótimo trabalho, independente das falhas ou acertos do OD, mas concordo com o M. Wevanne quando ele diz que Old Dragon devería preocupar-se mais em se vender como um RPG simples e fluído com o espírito aventuresco de outrora do que hastear a bandeira do tal "old school".

    • mal2000 disse:

      Em nenhum momento eu disse que a RedBox estava fazendo um trabalho ruim. Mas isso não significa que OD não tenha vários problemas, como apontei na resenha. Quanto à dispensabilidade ou não do livro, vide respostas acima.

  • Daniel Anand disse:

    Tive a oportunidade de jogar OD faz pouco tempo, e gostei do que vi. O jogo, claro, é um (A)D&D das antigas, e cumpriu totalmente as minhas expectativas. O que me surpreendeu foi a qualidade do livro, com papel e capas bacanas, pelo preço dele. Old Dragon, na minha humilde opinião, não é um jogo para ser levado muito a sério. Para jogar um jogo rápido e rasteiro de D&D, fazendo personagens em 3 minutos (e sem software!), o OD é perfeito. Para jogar uma campanha, que dure um ou mais anos, que evolua seus personagens devagar, acho uma escolha limitada, que a médio prazo trás mais frustração que solução.
    Achei a resenha meio rancorosa, como se estivesse esperando alguma novidade num jogo de 30 anos atrás. 

    • mal2000 disse:

      Não, eu esperava novidades num jogo de um ano atrás. O fato de OD ser um retroclone não significa que não poderia ter sido mais criativo e original. Deixar de reconhecer essa circunstância seria um desrespeito e desserviço a outros jogos considerados "Old School", mas com identidade própria, como o Hackmaster Basic.

  • Cassiano disse:

    Caramba, se você ler essa resenha tomando tequila, não vai precisar nem do limão!
    LadyNotthingham falou muito bem.
    Conheço MUITOS fãs de OD e muita gente que voltou à jogar erripegê graças à ele.
    Gostaria de ver resenhas mais imparciais, na próxima.
     
    Boa sorte aos metagamers!

    • mal2000 disse:

      A resenha foi dura e contundente, mas parcial nunca. Expus meus argumentos de maneira clara e direta, e se você discorda deles, estou pronto a ouvir sua opinião, desde que apresentada de maneira racional e lógica. Acho ótimo que OD tenha muitos fãs, e que muita gente tenha voltado a jogar RPG por causa dele, mas isso não muda os fatos de que é um jogo com várias deficiências, que foram apontadas e analisadas, análise que ainda espera contestação de quem discordou dela.

      • Erick Patrick disse:

        No pouco tempo que passei no curso de Jornalismo, aprendi que não há essa de “Imparcialidade”. Você, como ser humano que é, dotado de opiniões, mesmo que tente ser imparcial, acaba passando seus gostos, preferências e ideias naquilo que escreve e diz. Se você achou a arte fraca, se você achou as regras confusas, se você acha o jogo dispensável, você está sendo parcial.

        • mal2000 disse:

          Creio que vocês estão confundindo algumas coisas. Ser imparcial significa não favorecer uma pessoa em detrimento de outra. Não se deixar influenciar por seus gostos pessoais e preconceitos é ser objetivo. São coisas bem diferentes.

          • Thiago disse:

            Coisa nenhuma. Parcialidade pressupõe posicionamento. No momento em que você diz, não gosto, "é desnecessário", é bom, é ruim, você está sendo parcial. Parcial, com ou sem objetividade.
            Não nada a ver com prejudicar alguém ou algo. Isso de prejudicar é consequência ou não da atitude parcial que você toma.
            Eu, por exemplo, estou sendo parcial agora, discordando de você.
            Outro exemplo: quando você diz, não sou nem de direita ou de esquerda, sou centro, você está sendo parcial, pois está escolhendo um lado, está se posicionando de alguma maneira.

          • João Santana disse:

            Creio que vocês estão confundindo algumas coisas. Ser imparcial significa não favorecer uma pessoa em detrimento de outra. Não se deixar influenciar por seus gostos pessoais e preconceitos é ser objetivo. São coisas bem diferentes.

            Antes de mais nada, o que você fez não foi fazer uma resenha. Resenhar uma obra significa escrever sobre ela, listando seus pontos mais importantes, sejam eles negativos ou positivos, de forma distanciada. É falar da obra pela obra, sem o revestimento de gostos, desgostos, proposições e objeções, ou seja, com objetividade.
            Você seguiu por caminho oposto. Você arvorou-se, por ser membro da heroica Geração Xerox, de um direito que não lhe é devido — o de dizer que o que foi bom no passado não era tão bom, e que o que é bom no presente é o melhor que se pode ter. Revestido desse "direito", você disse e redisse diversas vezes, seja no texto, seja nos comentários, que o Old Dragon é obra dispensável, é limitada de possibilidades, é incapaz de ser usada por jogadores iniciantes, é velha com roupagem velha, é carregada de defeitos, etc, etc, etc. Aí está sua parcialidade, porque você partiu de seu próprio conjunto de valores para definir o que um jogo de RPG deve ou não deve ter.
            Em suma, você deu sua opinião parcial e não-objetiva sobre uma obra que pretendia resenhar. Coisa que, numa resenha, nunca se faz porque, assim, deixa de ser uma resenha para ser um ensaio, ou um artigo de opinião.

  • Resenha polemica essa hein? Quando comprei meu OD não estava procurando encontrar algo inovador não, achei o sistema simples e gostoso de jogar, e misturei na mesma mesa jogadores experientes ( várias versões de D&D) e jogadores iniciantes, todos gostaram,  eu recomendo o OD para jogos rápidos  de uma sessão, não é preciso levar uma pilha de livros e  é facil de fazer a ficha, nenhum sistema é perfeito, equanto alguns acham que as regras do D&D evoluiram outros acham que não, na minha opinião existe uma briga tola sobre o OLD SCHOOL e NEW SCHOOL , e a regras mais importante para eu gostar de um RPG é  diversão e  reunir os amigos e dar boas risadas e isso o OLD DRAGON cumpriu muito bem

  • Antes das possibilidades de OD se esgotarem Eu quero o prêmio surpresa que a @redbox_rpg vai sortear no #OD_Day2011 http://kingo.to/Ozo

  • mal2000 disse:

    Cometi um erro na resenha, no que tange aos talentos de Ladrão. Ao contrário do que constou, a porcentagem aumenta de acordo com o nível da classe.

    Peço desculpas aos leitores pelo meu erro.

  • Rodolfo Tavares disse:

     
    Passei um dia fora da internet e me deparo com essa polemica, ao ler pareceu ser um daqueles críticos de moda detonar alguém por ter lançado alguma roupa cafona, deselegante e ultrapassado, e que o melhor é novo, elegante e purpurinado, vou expor a minha opinião agora, a meu ver o autor da resenha não leu o OD com a atenção devida, ficou claro na parte das porcentagens do ladino, só reparou muitas horas depois ou depois que alguém o alertou sobre o deslize, pelo menos pediu desculpas, O OD não é D&D, não se propôs a ser estratégico, na introdução mesmo diz, regras para jogos clássicos de fantasia medieval, onde existem magos, guerreiros, ladinos, elfos,  dragões e  etc…
    Em nenhum momento os autores do OD disseram que o jogo seria algo original, ou vocês acham que as mudanças tão originais que muitos falam da quarte edição do D&D não foram propositais para atrair o publico do MMORPG, já que o mesmo tenta emular os vídeos games.
    Dizer que o livro é dispensável por causa das regras por não trazer nada inovador e nem ter regras bem definidas, esta sendo um tanto radical, ou você acha que as pessoas jogam o Old Dragon estão perdendo seu tempo ao joga-lo? Se partir dessa premissa é melhor dispensar todas as regras contidas nas diversas edições do D&D e usar as regras do GURPS para jogos estratégicos, outra coisa quando for escrever uma resenha faça uma introdução, um desenvolvimento (aqui apresente seus argumentos) e não uma conclusão gigante, bem maior que as outras partes da redação, na conclusão deve-se apresentar uma síntese dos problemas no decorrer do texto, se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas. Na conclusão, as idéias tratadas no texto propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão.
     
    Boa sorte e leia com atenção as coisas antes de fazer sua resenha, pois você escreveu isso aqui:
    “Pelo tamanho, preço, e relativa simplicidade das regras, num primeiro momento achei que OD seria um bom jogo para iniciantes, mas depois de ler atentamente o livro, me desfiz dessa idéia. Isso porque OD não se esforça nem um pouco em orientar mestres e jogadores iniciantes, não apresentando sugestões ou conselhos sobre como aplicar as regras, sequer trazendo aquela seção de “O que é RPG?”, que quase todo jogo tem (e quase ninguém lê)”
    Você não leu atentamente como tinha tido…

    • mal2000 disse:

      Realmente, eu fui desatento no que se refere às regras de Talentos de ladrão, mas você também parece não ter lido a resenha com muita atençao, porque senão teria reparado que eu não disse que OD era dispensável por não ser inovador e não ter regras bem definidas, mas sim que, para quem tem as edições mais antigas de D&D, ele é dispensável, ou seja, não é necessário para jogar, mas, repetindo, se alguém quer usá-lo assim mesmo, vá em frente e seja feliz.

      Quanto à maneira como expus minhas idéias, desde que estejam claras e sejam de fácil compreensão, como escolho estruturá-las é uma opção minha. Isto não é um TCC ou monografia, nem relatório formal, que exija uma forma ríigida. Na primeira linha da resenha, eu acho que deixei clara qual seria minha linha de argumentação, e sequer precisaria dividir o texto em tópicos, pois isso não muda em nada a compreensão do texto.

      Mas talvez você esteja certo e eu errado, afinal, muitas pessoas, como você, parecem não ter entendido o fulcro da resenha, então vou considerar suas sugestões para um próximo post. Obrigado.

      • Rodolfo Tavares disse:

        Sei que isso não é um TCC ou monografia, longe disso , mas uma boa estruturação ajuda na exposição mais clara do seu ponto de vista, se você acha que não muda em nada a compreensão do texto eu digo que você está errado, mas essa é apenas uma opinião minha, a maneira como você se expressa as vezes pode causar uma impressão distorcida do que você quis dizer e vi que  em algumas respostas ficaram mais claras seus pontos de vista, já que você diz  que sua resenha é imparcial, mas na verdade ela não é nada imparcial, e não vejo problema nisso, mas vou fazer a pergunta porque você achou que o OLD dragon não voltou as origens? Afinal de contas você falou que ele não apresenta nenhuma novidade, ele possui regras ultrapassadas que podem atrapalhar mestre e jogadores, boa sorte e seria bom uma resenha sua sobre a evolução do sistema D&D que notei que tens grandes conhecimentos, valeu!!!

  • Thiago disse:

    O nome do post devia ser "Como não fazer uma resenha: como alguém que não entende nada de D&D, gosta de Gurps e não gosta de níveis e classe, e escreve que o sistema é dispensável pois não se parece com Gurps"
    É óbvio que as regras não são orginais amigo, o D&D utiliza esse sistema há anos. Níveis, classes, CA. O OD dá uma remodelada nessas regras, ajusta os pontos polêmicos (d20 roll over, testes de resistência) e cria um
    modelo adaptado ao público brasileiro. As opções de classes e raças disponíveis parecem poucas, mas foram feitas para que o mestre pudesse inventar, criar coisas em cima do jogo. A intenção aqui é incentivar a criação de coisas novas.
     
    Se vc tivesse lido alguma coisa sobre o que os autores falaram sobre desenvolver um sistema que permitisse modificações por parte do mestre, ao mesmo tempo que funcionasse da maneira que está, não teria escrito tanta bobagem.
     
    Outra coisa, OD não é Retroclone, pois ele não emula as versões mais antigas do D&D, como faz um Swords and Wizardry, OSRIC ou Labirynth Lord.
    Ele utiliza regras do D20 system para fazer um sistema não novo, com coisas já consagradas do D&D, mas com ajustes como Jogada de Proteção, especializações. Enfim, seria um retroclone se fosse como os jogos mencionados.
     
    Agora vou fazer uma resenha: Gurps é dispensável pois não sistema de classes e níveis.
     
    Dizer uma besteira dessas é não entender que a proposta do Gurps não é essa, é mostrar que a frase é dita por alguém que não faz a mínima idéia do que é Gurps
     
    É exatamente o que você faz ao citar Old Dragon. O sistema não é dispensável, ele se baseia em outra proposta de jogo, que aparentemente você não entendeu ou não gosta.

    • mal2000 disse:

      Hmm, assim como eu não li muito atentamente as regras de Talentos de Ladrão, acho que você também não leu atentamente a resenha. Por favor, volte lá e leia de novo, desta vez com um pouquinho mais de atenção. Eu espero.

      Já voltou? Então, vamos lá. De onde você tirou que eu gosto de GURPS? Eu gosto, sim, mas onde na resenha eu sequer menciono GURPS? Ah, entendi, como eu escrevi que acho o sistema de classes e níveis ultrapassado, e como GURPS não tem classes nem níveis, você logicamente concluiu que eu gosto de GURPS. Mas, só a título de argumentação, Mundo das Trevas também não tem classes e níveis. Nem Shadowrun. Nem Conspiration X, Deadlands, Ciberpunk 2020, Rastro de Cthulhu, etc e etc e etc… . Mas eu tenho que gostar de GURPS. E onde eu disse que OD é dispensável porque não se parece com GURPS? Eu não vou mais explicar no que considero OD dispensável, já fiz em outras respostas, então vou deixá-lo exercitar um pouco mais a leitura e descobrir por si mesmo.

      Eu jogo RPG há 24 anos, e já joguei e mestrei D&D em suas várias encarnações inúmeras vezes, então eu acho que conheço um pouquinho do sistema. É interessante que você ache que OD um "modelo adaptado ao público brasileiro". O que exatamente você quer dizer com isso? Desculpe, eu só falo bobagem, então não consegui entender como você chegou a essa conclusão. Por favor, compartilhe com todos nós sua compreensão mais profunda do público brasiliero.

      Então, OD visa permitir ao mestre criar coisas novas? Sei, sei. E eu aqui, ingênuo que sou, pensando que TODO RPG, mesmo aqueles com regras mais extensas e completas, permitisse isso… Então, para permitir que a criatividade do mestre flua em sua plenitude, só com sistemas limitados, vagos e incompletos… que interessante.

      Puxa, OD não é retroclone?! Pensando melhor, não é mesmo, retroclones, afinal retroclones conservam o estilo de jogos antigos, aplicando soluções mais modernas e com identidade própria, exatamente como fazem os jogos que você mencionou.

      E você tem razão mais uma vez, quando diz que eu não gosto da proposta de OD, e não gosto justamente porque a entendo perfeitamente (mais do que você, aparentemente) e por todos os motivos que já expliquei.

      • Cejay disse:

        Meu querido, Mundo das Trevas não tem classe? Sério mesmo? Nunca vi um vampiro mago ou um lobisomem fada. Se isso não é classe, não sei o que é….
         
        Pior a emenda que o soneto…

        • Deadlander disse:

          Não, o Mundo das Trevas não tem classe de personagem…

        • mal2000 disse:

          Não, Mundo das Trevas não tem classe de personagem, nem qualquer tipo de personagem pré-definido. Vampiro: o Réquiem, Lobisomem: os Destituidos, e Mago: o Despertar, sem contar os outros livros ainda não traduzidos e publicados no Brasil (ou os do antigo Mundo das Trevas), têm tipos de criaturas sobrenaturais, que exibem uma gama muito mais ampla e variada de características, tanto que é possível fazer um grupo inteiro só com vampiros, ou só com lobisomens, ou só magos, sem que nenhum deles se torne reduntante ou repetido.

  • Fabiano Neme disse:

     
    Primeiro de tudo, agradeço pela resenha. É sempre bom ver uma opinião destoante do resto, ainda mais para mim, que acredita que toda unanimidade é burra.
     
    Respeito teus argumentos, mas obviamente discordo de todos. Mas tudo bem, em especial porque, como fica bem claro lendo a tua resenha, tu não quis dizer que o Old Dragon em si é ruim ou mal feito, o que tu quis dizer é que tu não gostou da proposta do jogo em si. O fato do jogo não ter regras bem amarradas não é um defeito, mas sim uma característica. Ele é assim de propósito, porque eu, o Antonio e o Dan quisemos que ele fosse assim. O fato do jogo dar muito poder ao mestre também é de propósito, como fica claro na introdução e no decorrer do livro.
     
    Ou seja: toda a crítica que tu fez em cima do livro, todas as características negativas que tu apontou, inclusive, e especialmente, o fato dele ser um jogo "dispensável" é puramente subjetiva, vinda de um jogador que não gostou da proposta do jogo como um todo, como pode se ver a partir da grande quantidade de vezes que tu escreve o termo "para mim" ao longo do texto, em especial na conclusão.
     
    Mas um ponto diverge disso tudo: a tua ideia de que o Old Dragon é um jogo de poucas possibilidades e que se esgotarão rapidamente. Sinceramente isso demonstra uma total falta de visão da tua parte. As possibilidades que um jogo pode te oferecer vão muito além da quantidade de opções de mecânica que o sistema pode te oferecer. Não é porque o Old Dragon é um jogo que trabalha em cima de uma visão Jungiana (expandida e desenvolvida por Joseph Campbell) do herói mitológico que ele é limitado. O Old Dragon é um jogo para ser finalizado pela mesa de jogo (novamente uma característica, não um defeito), com a criatividade de todos envolvidos no jogo em concreto (em oposição ao jogo em abstrato) trabalhando e moldando o Old Dragon à sua imagem e semelhança. 
     
    Não é para qualquer um, eu sei. É preciso um nível de criatividade bastante acima do normal para subcriar no Old Dragon. Mas, mais uma vez (corro o risco de soar repetitivo, mas é a vida), isso é de propósito. 
     
    Para mim, o Old Dragon representa muito mais do que uma ferramenta de escapismo e diversão. O Old Dragon é um desafio à criatividade, para ser explorado, expandido e explorado pelo grupo, ao invés de ser apenas consumido, como muitos jogos descartáveis de hoje em dia.
     
    No mais, que teu site tenha uma vida longa e próspera!

    • mal2000 disse:

      Muitos autores, diante de uma critícia negativa, reagem emocionalmente e com agressividade. Fico muito contente que este não seja o seu caso, Fábiano, e com a oportunidade de debater as idéias laçadas na resenha de uma maneira racional e sensata.

      Desculpe, mas eu entendo que a falta de regras bem definidas é um defeito, sim, e não só uma característica do jogo. Defeitos propositais não deixam de ser defeitos. Um sistema limitado não deixa de ser limitado porque foi feito assim intencionalmente. E dar poder demais ao mestre não deixa de ser temerário só porque os autores do jogo assim quiseram que fosse.

      E de fato, subjetivamente falando, não me agradou a proposta de OD, mas minha avaliação das falhas do jogo é muito objetiva, e baseada principalmente em experiência, e não mera especulação.

      Mas uma coisa que eu já desconfiava, tanto que menciono na resenha, você me confirmou: OD foi feito para um tipo específico de jogador, que você classifica como mais criativos do que o normal. Elitismos à parte, do ponto de vista de design, e até mercadológico, isso não é muito correto. Um sistema de regras não precisa AGRADAR  a todo mundo, mesmo porque isso seria efetivamente impossível, mas deve ser ACESSÍVEL a todos, mesmo àqueles com criatividade apenas mediana, ou até abaixo da média. Senão, como eles vão desenvolver essa mesma criatividade. Porque imaginação, se devidamente estimulada e exercitada, também pode se desenvolver.

      Imagine a seguinte situação: um grupo de jogadores inexperientes, com um mestre novato, jogando OD, se depara com a primeira situação não coberta pelas regras oficiais, e são obrigados a improvisar. Como o livro sequer dá qualquer sugestão ou orientação nesses casos, o que eles vão fazer? Interromper o jogo e quebrar a cabeça até encontrar uma solução que agrade a todos? Percebe o potencial para frustração, e como isso pode até desestimular o grupo e afastá-lo do sistema? E mesmo em grupos com mestre experiente e jogadores novatos ou vice versa, e mesmo um que mescle novatos com veteranos, é quase certo que alguém vai sair descontente, ou por não conseguir participar a contento, ou por ter que "perder" tempo de jogo por causa dos mais novos.

      É evidente que cada grupo tem suas próprias peculiaridades, e vai adaptar o jogo aos seus gostos e necessidades, mas regras bem definidas ajudam a dar uma certa uniformização, o que permite que jogadores novos no grupo, mas não no sistema, possa se integrar mais facilmente. É muito chato ter que se adaptar a toda uma série de regras domésticas cada vez que entra em um novo grupo.

      Por outro lado, quem disse que um sistema tem que ter regras mal acabadas para permitir que o mestre e os jogadores possam criar coisas novas? Qualquer RPG permite isso, independente de regras. Muitos outros RPG's permitem a exploração criativa num esforço cooperativo do grupo (só de cabeça, menciono dois: Mortal Coils e Prime Time) e nem por isso deixam de ter regras bem acabadas e definidas. Novamente, acessibilidade é essencial. Mesmo quem não gostar do jogo tem que ser capaz de jogá-lo sem grandes dificuldades, até par dar-lhe a oportunidade de mudar de idéia!

      E esses problemas poderiam ter sido evitados, se OD oferecesse pelo menos algumas sugestões e orientações em como lidar com essas situações, talvez até com alguns exemplos tirados de experiências pessoais. Vejam o caso do XP: o livro menciona o XP coletivo, indicado na descrição de cada monstro, e XP individual, que deve ser adjudicado a cada personagem de acordo com sua participação na aventura, mas não dá nenhuma dica sequer em como fazer isso. Vocês sabem como esse tipo de situação pode dar dor de cabeça, até para mestres e jogadores com experiência, imagine para aqueles novatos? Om livro nem oferece uma descrição exemplificativa de uma sessão de jogo, o que é muito comum hoje em dia.

      No que tange às possibilidade de OD, é claro que, nas mãos de um grupo, como você descreveu, criativamente acima do normal, até Mulheres Machonas Armadas Até os Dentes tem possibilidades infinitas (tá exagerei, mas você entende o que quero dizer). Mas não podemos presumir que todas as pessoas que vão adquirir sua obra vão ser, como você descreveu, criativamente acima do normal. Quando a primeira edição de D&D foi substituida por AD&D, foi justamente pelo esgotamento de suas possibilidades. E quanto menor a quantidade de opções, mais rápido essas revisões se tornam necessárias. Eu brinquei com o "Advanced Old Dragon", e nem sei se vocês têm planos para tal expansão, mas acredito que se fará necessária, a médio e longo prazo, e a pedido dos próprios fãs. No entanto, eu tenho que analisar a obra como ela se apresenta hoje, independente de como ela pode ou não vir a ser expandida, e nesse sentido, ela se mostra deficiente.

      Me alonguei um pouco, mas espero ter esclarecido melhor minha posição e que possamos continuar com essa discussão de idéias futuramente.

      Um abraço, e muito sucesso.

      • caro colega:
        nunca recebi dica nenhuma de como fazer as coisas durante minha carreira no rpg. sei pelos diversos amigos q tenho, q assim como eu, começaram o D&D assim qd ele saiu no Brasil, e ninguem teve ajuda. os livros nao davam exemplos pra tudo, e na duvida, simplesmente inventavamos.
         
        ate onde me consta, pelos menos no D&D (q é o sistema que jogo e posso falar melhor), isso é proposital desde sua criação. gygax disse uma vez "anãs fêmeas tem barbas" apenas para q as pessoas abrissem os olhos e discordassem dele, q pensassem fora do q estava escrito. com  saida do grande GG da TSR, aos poucos isso foi se perdendo (minha tão adorada 2ed AD&D ja praticamente nao apresenta esses toques de "vc é o DM, vc decide".
         
        bom, o que quero dizer com isso é q nao vejo necessidades colocar um capacete de motoqueiro e armadura para aprender a andar de bicicleta. caimos, levantamos, e no final das contas, aprendemos com tudo isso e andamos para onde quiseremos com nossa montain bike verde limao fosforescente. pelo menos, é isso q sinto referente ao q penso do rpg: ele nao te da todas as respostas, para q vc aprenda a procura-las.
         
        e mais: antigamente, criavamos as coisas, pois era raro ter um contato como o q temos hj por causa da internet. hj em dia, acho muito mais facil entrar no orkut, facebook, ou em nossos varios blogs e foruns e trocar ideias com as pessoas.

        • mal2000 disse:

          Imagine a seguinte situação: você compra um equipamento qualquer, e quando vai ler o manual para instalá-lo, percebe que não tem nenhuma instrução, ou que são vagas e confusas, você: a) se conforma, baixa a cabeça e pensa "ah, acho que eles fizeram de propósito pra me ensinar a pensar fora do que está escrito, ou b) grita "F&$@#s desgraçados da P$#@, agora vou ter que perde um P*&!@ tempo prá descobrir como instalar esta M§%*&!"?

          É uma analogia um pouco exagerada mas mesmo assim válida. OD é, essencialmente, um manual de regras, que se propõe a ensinar as pessoas que o adquirem a jogar um RPG, mas é deficiente nessa tarefa, no que concerne a jogadores inexperientes. No exemplo acima, embora não possa afirmar com 100% de certeza, desconfio que você preferiria muito mais poder ilnstalar seu equipamento de imediato, sem ter que perder seu tempo consultando amigos, redes socias ou página na internet. Da mesma forma, creio ser seguro afirmar que, se não todos, pelo menos a grande maioria de jogadores iniciantes que porventura adquiram OD prefeririam poder usar o livro sem ter que perder horas esquentando a cabeça para entender e adaptar as regras.

          É evidente que não existe sistema perfeito, e que regras caseiras quase sempre vão ser enevitáveis, mas porque não dar uma ajuda? Porque, como eu expus na resposta ao Fabiano, eles não usaram suas experiências pessoais como exemplos de como lidar com determinadas situações? Seria tão difícil assim? É nesse sentido que eu digo que OD peca, pois não cumpre a contento a tarefa que se propõe, o que é um defeito, mesmo sendo proposital.

          E, por favor, as falhas na 1ª edição de D&D não foram propositais, resultaram simplesmente do fato de que foi o primeiro RPG, uma coisa nova que nunca existira antes, e portanto não teve a vantagem (que nós hpje temos) de se aproveitar de décadas de experimentação, criação e refinamento de sistemas de regras e cenários. Gary Gigax era um game designer talentoso, sem dúvida, e extremamente criativo, mas não era um gênio (e muito menos Deus, como alguns rpgistas acreditam).

           

          • "desconfio que você preferiria muito mais poder ilnstalar seu equipamento de imediato, sem ter que perder seu tempo consultando amigos, redes socias ou página na internet."
            vc ta comparando limoes com parafusos. eu nao compro uma torradeira para me divertir e exercitar minha criatividade.
            o sistema do old dragon pode muito bem ser jogado "compra, lê e joga". a prova disso são varias pessoa q ja o fizeram. contudo, é obvio q quanto mais experiencia  a pessoa tiver, mais noção ela terá de antemão.  da mesma forma, acredito eu (e posso estar enganado), qd vc le um sistema novo, vc ja tem toda sua bagagem de varios sistemas, o q pode no fim, influenciar positivamente ou negativamente.
            "E, por favor, as falhas na 1ª edição de D&D não foram propositais, resultaram simplesmente do fato de que foi o primeiro RPG, uma coisa nova que nunca existira antes, e portanto não teve a vantagem (que nós hpje temos) de se aproveitar de décadas de experimentação, criação e refinamento de sistemas de regras e cenários. Gary Gigax era um game designer talentoso, sem dúvida, e extremamente criativo, mas não era um gênio (e muito menos Deus, como alguns rpgistas acreditam).
             
            o q vc chama de falha nao é uma falha. logo, nao existiram falhas intencionais mesmo. para VOCE pode parecer uma falha, mas a liberdade de ação e de criar em cima das regras é algo q vem dos wargames. nao sei voce, mas ja conversei com gary gygax, ernie gygax, robert kuntz, tim kask, frank mentzer, john bobek, jim ward (q por sinal, me cedeu um pouco do seu tempo para uma entrevista no blog do Clerigo) e todos esses grandes nomes da velha guarda tem a mesma opinao q a minha (q alias, foi construida justamente por ter contato com essas pessoas). o espaço para criar é proposital, eles nao queriam pegar o cara pela mão quando criaram o RPG.
             
            gygax nao era um deus, e ele sabia disso, sao os fãs q acabam "endeusando".  assim como vc, eu co considero um grande designer, e assim como todos, com vantagens e defeitos.

      • amigos, o Neme pediu para postar por ele, pois disse q nao esta conseguindo por algum motivo.
        "Eu não teria como responder de outra forma, em especial porque, por mais que tu insista na sua objetividade, a tua resenha é absolutamente subjetiva.
        Ao mesmo tempo que tu fala em regras defeituosas e mal acabadas, eu vejo uma comunidade inteira de jogadores aproveitando das pontas soltas que deixamos para criar em cima do jogo.
        Ao mesmo tempo que tu fala em poucas possibilidades, eu vejo uma comunidade que expande o Old Dragon para o espaço sideral a la Flash Gordon e para o extremo oriente, no melhor estilo dos filmes de kung fu dos anos 70. Isso só para falar nas opções que estão em vias de serem concluídas.
        Eu não vou rebater os teus argumentos, até porque visivelmente temos visões diferentes com relação ao RPG e às suas possibilidades, e ficaríamos discutindo à exaustão em posts cada vez maiores e cada vez mais mal educados. Preferi mostrar fatos, que são mais contundentes e objetivos que qualquer argumento.
        Então, o Old Dragon permanece, remando contra a maré, mostrando que existem mais pessoas com criatividade acima do normal do que os RPGs bem amarrados gostariam de admitir"

        • Cris disse:

          Oi Rafael!
          Só pegando esse gancho do "manual" eu tb acho que nem tudo precisa de um "mapinha desenhado" pra ser entendido, mas estamos em uma época de busca de novos jogadores, como foi muito bem discutido na mesa do RPGCon, precisamos expandir o público, quanto mais gente jogando mais gente comprando e mais títulos saindo.
          Eu entendo que a proposta do OD não é essa, nunca joguei, mas ouvi comentários sobre ele ser um sistema legal para iniciantes, pelas regras simples e por ter essa temática clássica mostrando de cara as raízes do RPG. Eu fico imaginando se eu não tivesse jogado o 3.5 (durante alguns anos, e so fui entender tudo depois de muuito tempo) eu ia boiar muito no 4.0 (vou dizer que ainda to boiando um pouco) então talvez o D&D como é hoje não consiga ser um jogo de introdução ao hobbie o OD poderia aproveitar para abraçar esse público.
           

  • o Clérigo disse:

    Eu só posso dizer que após um ano e pouco mestrando uma campanha com o sistema Old Dragon, no cenário Bruntoll, nós (meu grupo de 7 jogadores e eu) achamos que Old Dragon se apresentou como uma maneira simples, divertidíssima e instigadora de passarmos nosso tempo.
    Realmente, não nos imaginamos jogando qualquer outra coisa por enquanto. As possibilidades são muitas com esse jogo, ao contrário do que muitos pensam. É tudo questão de quão criativas são as mentes do mestre e dos jogadores.
    Pra se ter uma ideia, eu até vendi todos meus livros da 3.5 depois que conheci OD.
    Ainda tenho AD&D, mas Old Dragon foi e é uma experiência muito diferente em jogo. O sistema de especializações é um grande exemplo de uma novidade muito bacana, mas que não faz parte de nenhuma edição de D&D, pelo menos não do jeito que são apresentadas em OD. Outra coisa muito bacana é a tabela opcional de efeitos para os ataques críticos. Nada muito novo, certamente, mas é muito simples, rápida e divertida de se usar.
    Contudo, talvez o que me chame mais a atenção quanto a esse jogo é a abertura que os autores deram para que nós, jogadores, possamos criar e recriar o jogo. Não falo aqui em termos de sessão jogo, na mesa, mas sim no que diz respeito à comunidade que se formou em torno do jogo, para criação e adaptação de materiais, suplementos e aventuras.
    Não conheço nenhum outro jogo que nos permita ter essa co-autoria na mesma medida que OD. Isso é simplesmente fantástico.
    Quanto à dispensabilidade de Old Dragon, meu grupo e eu somos uma prova viva de que o argumento apresentado na resenha é equivocado. Tanto eu quanto meus jogadores temos as edições antigas de D&D; alguns curtem D&D4; alguns não gostam de D&D; outros preferem GURPS ou Vampiro. Contudo, se você perguntar o que a galera quer jogar semana que vem, eles vão dizer Old Dragon, sem pestanejar.
    No que diz respeito às opções se esgotarem rapidamente… só o tempo dirá, mas minha aposta é que muito coelho vai sair deste mato. E estou apostando alto.

    • mal2000 disse:

      O que disse na responta ao comentário anterior vale aqui também, Clérigo. Um bom RPG não pode depender de uma criatividade acima da média dos jogadores. Ele tem que ser acessível até para os abaixo da média. E muitos outros jogos oferem oportunidades criativas aos jogadores, de maneira muito mais eficiente (vide as sugestões acima, Mortal Coils e Prime Time).

      Que bom que você e seu grupo estejam gostando de OD, e espero que continuem jogando por muito tempo, se estão se divertindo e desfrutando.

      Mas mantenho todas as minhas posições.

       

      • Daurus disse:

        "Um bom RPG não pode depender de uma criatividade acima da média dos jogadores. Ele tem que ser acessível até para os abaixo da média. E muitos outros jogos oferem oportunidades criativas aos jogadores, de maneira muito mais eficiente (vide as sugestões acima, Mortal Coils e Prime Time)."
        Isso sim foi um comentário preconceituoso e dispensável. Fala sério cara! 
        Uma pessoa tem uma "média" de criatividade agora? Pessoas são criativas de maneiras diferentes. Seres humanos nem sempre gostam da mesma coisa, mas a característica mais marcante de qualquer ser humano é a adaptabilidade e a aprendizagem. Logo, o ser humano pode aprender muito mais que qualquer outra espécie e se adapta a qualquer situação. Acho que hoje, principalmente no Brasil estamos buscando novas formas de se divertir e criar coisas novas. Não é o D&D que irá mudar isso, mas sim a nossa capacidade de criação e aprendizagem. Estou falando este monte de coisas, pois achei a resenha por demais ofensiva e esse comentario parafraseado acima, pode demais infeliz.
        O OD realmente não é pra qualquer um. Ele se encontra no patamar dos melhores RPGS que eu ja conheci. Afinal suas regras não são perfeitar, muito menos restritivas. Sua redação é facil e descontraida (sem 3 livros intermináveis para se ler e saber quantos quadrados um kobold anda pra poder atacar no mesmo turno com suas 3 manobras de combate), é facil, você monta uma mesa de jogo em menos de 15 minutos e todos se divertem, caso queira fazer uma campanha é possivel e acima de tudo, é barato. Ninguém precisa ficar juntando dinheiro por meses pra comprar os 3 livros necessários pra se jogar.
        Veja que em nenhum momento dos anos 80 ou 90 tivemos um RPG tão completo e barato. Existiram outros RPGs baratos, mas nenhum tão completo. Cito aqui o MiniGURPS, que vinha recheado de regras, mas sem nenhum cenario, antagonistas ou qualquer tipo de auxilio.
        Abraços,
         
        Daurus

        • mal2000 disse:

          Desculpe, mas, preconceituoso porque? E dizer que é preciso de uma criatividade acima do normal para criar encima de OD, não é? Não implica que se alguém não consegue criar em OD, então ele/ela deve ter uma criatividade somente normal, ou até abaixo do normal? Nao fui eu que disse isso, foi um dos autores, acho que você não leu o comentário do Fabiano Neme.

          E OD realmente é barato, mas não é completo, não mesmo, tanto que os próprios autores apontam essa característica como uma de suas qualidades.

          • acho q entendi o q vc quer dizer, mas me parece q esta acontecendo uma distorção da palavra "completo".
             
             livro é completo sim: basta ele para fazer aventuras. contem regras de criação, de como lidar com combate, monstros, itens, magias, etc.
            enfim, tudo q se precisa para jogar.
             
            o q os autores (e outros) disseram é q ele não trás pormenores do tipo "regras para quantidades de pedras dentro de uma caixa de madeira feita de carvalho" (é uma brincadeira, mas acho q deu pra entender o ponto, ne?). existe sim tudo q é preciso para criar, assim como existe espaço para que os mestres criem.
            nada mais justo (e desejavel, diga-se de passagem), na minha opiniao

      • Mike Wevanne disse:

        Muita calma nessa hora…
        "Um RPG não pode depender de criatividade acima da média"??? – TODO RPG DEPENDE DE CRIATIVIDADE!
        Logicamente, quem tem maior criatividade tem mais chances de se divertir. Os recursos presentes nos jogos citados, Prime Time, por exemplo, não vão passar de textos chatos num papel (ou na tela do PC) para alguém sem criatividade.
        Aliás, arrisco dizer que é justamente um senso maior ou menor de criatividade (ou imaginação) é justamente o que faz as pessoas gostarem ou não de RPG.

        • Léo disse:

          Ótimo! O Mike, de certa maneira, disse o que eu estava pensando, mas mesmo assim vou desenvolver este ponto. Eu acho que o Fabiano foi infeliz ao dizer que é preciso um "nível de criatividade bastante acima do normal"…; e o autor da resenha se aprovetou deste fato. Mas, pensando duas vezes, é realmente preciso?
          A questão é como Mike a colocou: o jogador de rpg tem uma certa criatividade que o atrai para esse jogo. Ele não é aquele cara para quem "jogo" é somente o PES ou o Fifa Soccer mensal com os amigos. Para fundamentar meu argumento: tenho um primo que não segue sistema algum, mas joga um rpg bem bobinho que ele criou pra brincar com os amigos, que deve ter menos da metade de regras  (se tiver alguma escrita!) que o OD, ora, e – eu posso dizer – eles se divertem a beça. Durante meu ensino fundamental, eu jogava nos intervalos com dois amigos, utilizávamos somente dados d10, tudo era decidido na hora e, além disso, poucas estatísticas existiam no papel; e nos divertíamos a beça.
          Mais um ponto: acho que a avaliação do OD deve ser feita nas mesas de jogo. Tudo bem, o autor da resenha tem o todo o direito de expor sua impressão acerca do jogo, mas ele se provará duradouro ou não nas mesas e na experiência dos que o jogarem, certo?
          Tendo exposto isso, eu defendo que OD é bom, sim, para iniciantes, mesmo que definitivamente o público alvo, a princípio, não tenha sido este. Por que? Porque, caramba, o cara vai se afastar do jogo só porque o livro diz pra ele improvisar em certos pontos? Não, acho muito mais provável isso acontecer em qualquer outro sistema que tenha muitas regras, devido a um cansaço ou problema para entendê-las. Por exemplo, o GURPS, que – digo de antemão – eu adoro. Ele pode ser simples ou bem complexo, mas exige, a priori, um trabalho considerável por parte do mestre e  um bom tempo para os jogadores fazerem as fichas, caso não lançemos mãos dos templates.
          Não gosto de todas as regras do OD, não, quero adaptá-las e criar outras, mas, no geral, é leve e divertido. E acho melhor assim do que ler um pacotão de regras e descrições, porque dificilmente você vai abrir mão destas depois de perder um tempo as lendo.
          Abraços a todos.

  • cochise disse:

    Vejo que a resenha tem pontos altos e baixos e acho que o principal argumento dela é "OD resgatou não apenas as qualidades, mas também os defeitos das primeiras edições de D&D" e este ainda não foi alvo de contestação. entre os pontos baixos, não foram levantadas as inovações com a atençaõ deferida aos defeitos (o tal sistema de especializações tão aclamado).
    No mais, é sempre difícil ter uma opinião desfavorável a qualquer RPG popular e se uma coisa essa resenha provou é que OD é popular. 
    Isso me lembra um pouco as várias discussões que já tive com ogadores de D&D sobre a imprestabilidade do sistema. (polêmicas a parte, o sistema de RPG mais vendido e jogado do mundo é imprestável)
    A cada argumento sobre defeitos do sistema (como por exemplo ter poderes que alteram mecânicas básicas do jogo) a resposta sempre era "no meu grupo  gente faz diferente".
    Bem, eu não posso avaliar um RPG pelo que um, grupo faz, mas pelo que está escrito nos livros básicos. D&D é um sistema tão imprestável que nenhum grupo que eu conheça consegue um jogo bom sem criar house rules e isso define o porque de eu desgostar tanto dele. Já que o RPG não existe realmente até ser jogado é difícil separar as coisas e avaliar um RPG pelo livro e não pela sessão de jogo, mas é isso que tem que ser feito e consigo notar esse esforça na resenha.
    Por outro lado, resenhar um jogo popular sem levar em consideração que ele é popular leva a um erro de julgamento. A conclusão, que versa sobre "A quem este jogo se destina" foi um exercício de criatividade, como se o jogo ainda não tivesse sido lançado. A verdade é que ele já foi lançado e vendeu e vende muito bem, portanto as perguntas seriam "Quem comrpou? Estão satisfeitos? Como posso descrever esses jogadores?" É irreal imaginar um público alvo, quando já existe um público consumidor real a ser analisado.
     

    • seu pensamento é facil de entender, amigo, e é uma demonstração clara de quem desconhece a hsitória do jogo. não é uma ofensa a sua pessoa, pois eu tb nao estudo muito aquilo q nao gosto.
      o D&D foi criado com a intenção de dar uma ajuda, e nao ser um guia escrito em pedra. Gygax tinha house rules em todos os jogos q criou, e sempre incentivou os jogadores a fazerem o mesmo. "nao gostou de algo? mude".
      simples.
       
      rpg foi criado para se adaptar a qualquer pessoa, e nao tentar ser a palavra definitiva e responder a todas as questoes. era uma ferramenta onde vc poderia esculpir o que quisesse, sem moldes engessados.
      o D&D nao presta pra vc pq ele nao atende a sua exigencia. é por isso q hj, graças aos deuses, temos diversos sistemas, prontos para acolherem todo tipo de jogador.
       

      • mal2000 disse:

        Rafael, não é bem correto que o RPG foi criado para se adaptar a qualquer pessoa. Não existe nenhum RPG verdadeiramente universal. Certos jogos, como  D&D (e por extensão de OD, acho que nisso todos aqui podem concordar), são feitos para pessoas que gostam de aventuras cheias de ação, exploração do mundo de jogo e combates, enquanto outros foram pensados para aqueles que preferem investigar mistérios e desvendar segredos, como Rastro de Cthulhu, e suas regras refletem essas preferências, e tentar mudá-las para se adaptar a outros estilos de jogo é simplesmente contraproducente.

        Regas bem definidas na verdade existem para facilitar a vida dos mestres e jogadores, e não "engessá-los", e facilitar a exploração da criatividade onde ela realmente é importante, ou seja, na história sendo contada, na aventura sendo vivida, e não em longas e tediosas discussões sobre qual e como sistema aplicar a dada situação. É claro que, se é isso que um determidado grupo gosta (já conheci alguns assim), bom para eles. Mas não venha me dizer que não é um defeito do sistema, porque é sim.

        • "Rafael, não é bem correto que o RPG foi criado para se adaptar a qualquer pessoa. Não existe nenhum RPG verdadeiramente universal"
           
          claro q nao existe, mas nao foi isso q falei. o RPG foi criado (desculpe-me, talvez eu nao tenha explicado direito) para se adaptar a qualquer pessoa q se interessasse pelo jogo. agora, voltando para os EUA em na decada de 70: quem se interessaria pelo rpg, considerando sua origem?
           
          quando digo "foi criado", é obvio q nao falo relacionando com os dias de hj, com qs 50 anos de rpg na estrada
           
          mais uma vez, vc diz q se nao estiver explicando qual a cor do ovo, ninguem fara um omelete.
          acredito q na realidade, o "problema de comunicação" aqui seja: "o que é uma regra bem definida pra vc?"

          • mal2000 disse:

            É uma regra clara, que pode ser entendida sem precisar ler várias vezes. O que NÃO é uma regra clara é a que trata do Talento de Ladrão em OD, Reconhecer e Desarmar Armadilha, que usei como exemplo na resenha, e reproduzo aqui:

            Reconhecer e Desarmar Armadilhas: só pode ser tentada uma vez por armadilha. Só poderá ser desarmada a armadilha que for reconhecida e se o ladrão estiver portando suas ferramentas. É importante salientar que o simples sucesso nessa jogada não revela a localização de uma armadilha, tampouco significa que a armadilha foi desarmada. O que esse talento faz é esclarecer ao ladrão que aquela parte específica do local que ele está examinando contém uma armadilha e se ele obteve sucesso ou não, na operação de desarme dessa armadilha. A procura pela armadilha e a sua análise para descobrir como desarmá-la não são abrangidas por esse talento."

            Ficou confuso? Eu fiquei, e um jogador inexperiente também ficaria.

          • na verdade, eu entendo o texto, mas concordo que, quando mal interpretado, pode causar duvidas.
            o negocio é q esta habilidade funciona de forma difente da que estamos acostumados em versoes contemporâneas do D&D.
            mas fora isso, vc teria outra exemplo? ja q vc aplica o fato de "explicações confusas/mal explicado" ao livro todo.

    • mal2000 disse:

      Fiquei um pouco confuso com suas colocações. Você quer dizer que uma resenha deve ser feita levando em consideração a popularidade da obra resenhada? Se foi, discordo completamente. Eu sei que OD vende bem (o que não é necessariamente sinônimo de popular. A "Saga dos Clones" do Homem-Aranha vendeu imensamente bem quando foi lançada nos Estados Unidos, e hoje é o arco mais impopular da história do personagem), mas isso não pode influenciar minha avaliação da obra em si, além do mero reconhecimento do fato. Minha conclusão sobre para quem OD é mais indicado tampouco é afetada pela vendagem do livro. Afinal, é muito comum comprarmos alguma coisa que num primeiro momento parecia ótimo, e depois descobrimos que não era tanto assim. Não estou afirmando que seja o caso do OD, até onde sei todos que o compraram podem ter jogado fora suas coleções inteiras de RPG e só jogarão OD pelo resto de suas vidas, mas não preciso saber se realmente é assim, para expor minha opinião sobre o livro. Tampouco pretendo convencer quem quer que seja a não comprar OD, mas somente esclarecer às pessoas que ainda não o adquiram sobre o que vão encontrar nele. Pessoas adquirem certos produtos por muitos motivos, e não me cabe dizer quais são esses motivos, ou descrever esss pessoas.

      • desculpa, agora quem ficou confuso fui eu. onde esta essa parte da discussao?
        onde foi q eu disse "uma resenha deve ser feita levando em consideração a popularidade da obra resenhada"?
        (alias, seria legal se dese pra dar um "quote" nso comentarios. sou um zero  a esquerda em relação  a esse tipo de coisa, e nao se da pra ser feito.mas  seria muito util)

      • cochise disse:

        "Quem comrpou? Estão satisfeitos? Como posso descrever esses jogadores?[que estão satisfeitos]"
        O que proponho não é simplesmente dizer que é bom se vende bem, é avaliar ual o tipo de jogador satisfeito com o produto para que o leitor decida se se enquadra ou não neste grupo.
        Eu acredito que os fatos sempre são mais importantes que as nossas elucubrações, então no caso de um jogo já lançado, a identificação de quem é o público satisfeito com o jogo é mais válidada que a digressão sobre qual seria este público.
        Eu acredito que o úniverso de pessoas que gostou e joga OD é maior do que o que vocẽ apontou. " Assim, só posso concluir que OD serve somente para fãs de D&D, que não gostam da 4ª edição, mas por algum motivo não têm os livros das edições anteriores." E que este erro de julgamentop deriva de um erro de métiodo. Sua conclusão foi platônica, derivada do mundo das idéias, ao invés de científica, baseada na observação da realidade.

        • mal2000 disse:

          A função de uma resenha é avaliar uma obra, não as pessoas que a adquirem. A resenha aponta os pontos positivos e negativos do trabalho, e sugere para quem pode ser mais indicado, de acordo com essa avaliação. Senão, nem precisas fazer resenha, era só abrir o espaço para aqueles que adquiriram a obra para dizerem  suas impressões sobre ela.

  • Mike Wevanne disse:

    Só para chamar a atenção para um ponto sobre onde esta discussão levou:
    Ninguém gosta de "donos da verdade" e a postura defensiva do autor do tópico só reforça este tipo de julgamento por parte das pessoas.
    Separe afirmações como "é isso" com "na minha opnião" da próxima vez que for escrever qualquer coisa como resenhas e aposto que não vai causar tanto escarcéu. Todo "dono da verdade" insulta a inteligência de outras pessoas e ofendidas as pessoas reagem com opniões. Aliás, causa rejeição das ideias até aos que inicialmente estavam de acordo com as informações.
    No começo deste artigo eu estava achando muito descritivo, até pensei – "onde estão as impressões do autor da matéria?" – Quando chegaram, achei muitos argumentos coerentes que foram se perdendo na medida que o autor perdeu objetividade. Se você dá suas impressões sobre o jogo, ok, é válido! Agora, argumentar (inutilmente e repetidameente, diga-se de passagem) como se estas mesmas opniões PESSOAIS fossem uma verdade única… Eis onde a matéria se perdeu.
    Eu pessoalmente acho que, quando as pessoas não interpretam o que você disse de acordo com o que você quis dizer, a maior parte da culpa é sua. Comuniicar-se com outras pessoas tem destas mazelas.
    Perceba que a maioria dos leitores não concordou da forma que esta matéria foi escrita, direito que possuem (assim como suas réplica) e que, pessoalmente, acho um fato que devería fazer o autor repensar alguns conceitos, ao invés de rejeitá-los.

  • Fato é.
    Dizer em uma resenha que a obra é desnecessária ou dispensável é errado, a resenha seria mais bem aceita se só mostrasse pontos altos e negativos da obra, e que o leitor decida qual afinal é a necessidade de ter ou não o livro.
    Assim como o autor pediu desculpa pelo deslise sobre o "caso da regra do ladrão" , acho que cabe uma por conta do dispensável.

    • M. Wevanne disse:

      "Dizer em uma resenha que a obra é desnecessária ou dispensável é errado, a resenha seria mais bem aceita se só mostrasse pontos altos e negativos da obra, e que o leitor decida qual afinal é a necessidade de ter ou não o livro".
      BINGO!

  • Luiz disse:

    Acho que o OD não é uma obra perfeita, até porque essa é a sua primeira edição. De qualquer forma, o trabalho feito está muito bom, com uma boa dose de brasilidade, deixando o RPG mais acessível e simples. Não bastasse o fato de ser uma ação 100% nacional e partindo da própria comunidade RPG. Acho que o resenhista ficou com uma pitada de inveja, mas isso é normal.

  • Willian Rego disse:

    O autor da resenha acabou se perdendo, pois dizia no começo que sua resenha era imparcial, depois viu o erro do ladino, diga-se de passagem imperdoavel, e no final disse que o livro era dispensavel, ao tentar ser  o "cult dos RPGs", pareceu ao meu ver uma pessoa que se preocupa muito mais com a regras, bucrocrático demais, todo RPG que eu narro sempre tem regras da casa, nenhum sistema é perfeito, nenhum sistema é dispensavel, ninguem é dono absoluto da verdade, expor suas opiniões não tem problema, mas sempre estará sujeito as críticas, 

  • Gabriel disse:

    Pois é. O maior erro do autor do artigo foi não ter conseguido ser imparcial. O que faz com que perca um pouco de credibilidade. Vi, acima, que alguns sugeriram que se retrasse, embora eu duvide muito pois todos conhecemos a natureza humana.
    O que percebo é que o argumento central do autor é a falta de originalidade e a pouca ênfase que o jogo dá as regras. Pois bem, um acréscimo sucessivo de regras a cada edição representa um avanço? Onde? Na verdade, em qualquer partida pode-se perceber que o excesso de regras só representa um entrave para a boa narrativa. O RPG, antes de tudo, é um jogo de narrar histórias, onde há quem crie o enredo (o mestre) e os que interagem com ele (jogadores). Partindo dessa premissa, as regras podem se tornar desnecessárias. Na verdade, elas só existem pois há a necessidade de se resolver as inúmeras situações que ocorrem de uma forma "neutra", digamos.
    Agora, se os sistemas mais modernos se apropriam das regras para oferecer aos jogadores maneiras de customizar seus personagens e TUDO ser resolvido no lance dos dados (esquecendo o role play) é outra história. De certa forma se trata de um desvio da premissa original do RPG. Se essa mudança virá para o bem ou para o mal, só o tempo dirá.
    Assim, o Old Dragon não é um sistema com regras "soltas" e feito para saudosistas. Eu reformularia: o Old Dragon é um sistema que possui regras em quantidades suficientes para se jogar uma partida de RPG e haver diversão. Pronto. E não é feito para saudosistas. O que percebo é que os autores do OD querem justamente oferecer um sistema que seja simples (e sim, um iniciante poderia usá-lo sem dificuldade nenhuma) e que não atrapalhe a boa narrativa e o bom role play.
    Imagina se falta de regras fosse problemas? Castelo Falkeinstein seria um péssimo jogo. E é considerado por muitos um excelente jogo.
    E o desnecessário? Emitiu um juízo de valor totalmente pessoal e ele sim, dispensável para um boa resenha que queira pelo menos parecer neutra.

  • R. Azevedo disse:

    Li, achei que o autor da "resenha" tentou parecer letrado e se equilibrando em tamancas de racionalismo.
    No final qualquer pessoa vê o perfil típico do: "só o que eu falo está certo, minha opnião é a lei".
    Para mim, e até agora para os meus jogadores, Old Dragon se apresentou como um ótimo, barato, de ótima qualidade e principalmente divertidíssimo jogo.

  • Eu acho difícil analisar objetivamente um RPG que, por si só, tem sua diversão baseada mais em subjetividades (criatividade e imaginação dos jogadores) do que em objetividades (regras para tudo, ou quase tudo). O que o MAL2000 escreveu foi válido; e mostra um ponto de vista que os autores devem considerar caso queiram ver seu jogo crescer (não acredito que o OD vá parar do jeito de está).

    Jogos que dispõem regras mais abrangentes e objetivas, ainda que simples, e menos dependentes da arbitrariedade do Mestre são melhores no sentido de que causam menos inconsistências e problemas na mesa de jogo. Objetividade de regras não deveria implicar necessariamente Mestres com menos poder ou menos criativos, mas sim Mestre mais seguros de suas decisões. Se é um jogo, a objetividade e a coerência deve ser uma parte essencial e não algo a ser deixado com um papel secundário.

    Acredito que os próprios Mestres gostariam de ter mais segurança na hora de improvisar, para que possam ser mais justos e imparciais. Afinal, uma das funções do Mestre é ser árbitro e um bom árbitro precisa de boas regras para conduzir o jogo. E não adiantam 20 anos de experiência como Mestre se as regras são subjetivas demais. Alguns jogadores realmente podem achar as decisões injustas e alguns Mestres certamente se arrependerão de algumas de suas próprias decisões.

    Um exemplo que resolve esse problema bem é o D&D 4ª edição. Apesar de ter fama de videogame de papel e de wargame, ele apresenta regras bem definidas (tem até uma tabela no Escudo do Mestre) para ações não previstas pelas regras, o que dá ao DM uma orientação segurança que ele nunca teve em nenhuma edição antiga do D&D para arbitrar as ações mirabolantes que os jogadores inventam. E, para mim, que já mestro D&D há 15 anos, isso é perfeito, pois dá segurança e consistência ao jogo sem retirar a autoridade e a criatividade do Mestre.

    • Fabio Melo disse:

      "ele apresenta regras bem definidas (tem até uma tabela no Escudo do Mestre) para ações não previstas pelas regras,"

      Tem ideia do que acabou de dizer? Se está nas regras então é PREVISTO por elas. Improvisação não está em regras. Quanto mais regra vc coloca, menos necessidade de criar ou alterar alguma mecânica vc precisa.

  • Reginaldo Dias dos Santos disse:

    Para quem gosta de um jogo mais mecânico realmente o Old Dragon não vai ser bom, muitas pessoas tem dificuldades de improvisar alguma situação não prevista pelas regras, e elas podem achar isso ruim, não se sentem a vontade com isso, pois não querem passar para os jogadores insegurança, a minha opinão é que algumas pessoas estão olhando o OLD dragon e comparando com jogos mais mecanicos, se você fizer isso vai estar perdendo o seu tempo, o OLD dragon é um jogo de aventureiros e não um jogo onde o que mais importa é aumentar meu XP, passar nivel, ou seja números, quem enxerga o RPG dessa maneira não vai gostar do OD, no meu grupo eu nem calculo esse negocio de XP, a cada duas ou três sessões eu passo os personagens de nivel, prefiro ver a maneira como cada um interpreta seu personagem, olhem para o livro e vejam que não tem uma tabela de niveis de encontros como em várias versões do D&D, em cada desafio tem um certo numero de XPS, os personagens não são números, o RPG não é só rolagens de dados, não é só subir de nivel, a estória tem que ser legal, todos tem que curtir, não gosto de jogos onde cada personagem tem uma função definida, se todos quiserem jogar com magos, qual é o problema disso? nenhum, porque o RPG tem que se tão mecânico? Vejam a estória do senhor dos aneis, será que Frodo consegueria chega na montanha da perdição se fosse personagem na mesa de muitos mestres por ai? Acho que não, bem na minha opinião eu acho que muitos mestres tem ler o conceito de RPG pois para muitos não passam de números  anotados num pedaço de papel contra mestres atras de seus escudos cheios de números, onde o mais importante é a quantidade de dano que o personagem pode fazer, ninguem quer mais ser o heroi, salvar a princesa e matar o dragão malvado, quer apenas usar números, para bater em números e matar números para ganhar números…

  • donasmay disse:

    NÂO A PANELINHA 

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